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Neste sábado (31/05), o movimento 'Matteia Brasil' promove em nove cidades e seis estado a 1ª Roda de Matte. A iniciativa tem como objetivo central divulgar a Erva-mate e oferecer opções de consumo, seja no chimarrão, tereré ou outros produtos da Ilex paraguariensis. São alunos de um grupo de mentoria e assessoramento envolvidos numa estratégia viabilizada por Anderson Soares, instrutor e influencer do Mate.


Desde piá e em Canoas no Rio Grande do Sul, mateava. Depois, aprendendo o valor da cultura, morou em São Paulo onde conheceu tanto o tereré quanto mates argentinos e uruguaios. Tempos depois, mudou para Recife onde, na capital de Pernambuco, fundou em 2019 a empresa Erva-mate do Gaúcho. Dali a ideia de 'tornar o Mate' bebida nacional com estratégias de marketing digital para 'dominar o Brasil'.


Assim, criou um ecossistema para alimentar as pessoas de conteúdos, trazendo novos mateadores e oportunizando a constituição de negócios, com surgimento de alunos e mentoria para criarem novas lojas. Assim potencializando tanto sua divulgação quanto agregando mais consumidores. Hora do Matte oficial é seu canal nas redes sociais e expande as ações de marketing e empreendedorismo.


Videira, São José, Araranguá, Concórdia, em Santa Catarina, se juntam a Recife e Manaus para Roda de Matte. A iniciativa abrange ainda Araras no interior de São Paulo e Palotina no norte do Paraná, além de Araruama no Rio de Janeiro. "Vai ser a primeira Roda de Matte simultânea do mundo", cita Anderson. Com opções para aquisição de acessórios para chimarrão e tereré, além de Erva-mate e outros produtos além da cuia. Também brindes e sorteios.


A estratégia é ampliar para além da região Sul, o Mate. Usando o próprio ecossistema para isso, por meio dos alunos da mentoria e rede de lojistas, os quais viraram embaixadores na Roda de Matte. Desde Manaus no Amazonas, onde os alunos são ativistas da Erva-mate, dando a informação para o cliente escolher qual tipo de produto relacionado à Ilex paraguariensis vai consumir, sem 'advogar' por esse ou aquele.


"Difundir a Erva-mate, difundir o conhecimento das pessoas de Norte a Sul", explica Anderson Soares sobre o Matteia Brasil, movimento criado para focar na Erva-mate e levar o produto para outros lugares do país, além do Sul. A iniciativa desse sábado é simultânea e inaugural com seus alunos de mentoria e participantes da rede de lojistas liderando a ação. "Ser ativista da Erva-mate e deixar a pessoa escolher", reforça. Com informação do movimento Matteia Brasil e imagens reprodução Mateia Brasil.

 
 
 

O cultivo de Erva-mate no sul do Brasil entrou para a lista do Patrimônio de Sistemas Agrícolas de Importância Global (Giahs - a sigla em inglês e SIPAM em português). O anúncio feito na semana passada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) incluí seis novos locais nessa designação, sendo o segundo brasileiro entre os 95 sistemas existentes em 28 países ao redor do mundo.


Dos seis novos, três são chineses - chegando a 25 no total dos 95 globais. A FAO aprovou oficialmente o reconhecimento da proposta “Erva-mate sombreada: um sistema agroflorestal tradicional na Floresta com Araucária do Paraná, Brasil” como SIPAM. É o segundo selo concedido para regiões brasileiras. Em 2020, a entidade reconheceu o sistema “Apanhadoras de flores sempre-vivas”, localizadas em Minas Gerais, na Serra do Espinhaço.


De acordo com a divulgação oficial da Organização das Nações Unidas (ONU), "o título foi concedido para o cultivo de Erva-mate em sistemas agroflorestais sombreados nas florestas de araucária no Estado do Paraná. O Centro de Desenvolvimento e Educação dos Sistemas Tradicionais de Erva-mate (CEDErva) foi a entidade responsável por toda essa articulação em prol da conquista envolvendo diretamente onze municípios do Sul e Centro-Sul do estado.


Esse cultivo está em comunidades tradicionais e indígenas e tem diversas instituições atuando no trabalho. "O sistema tradicional de plantio remonta a práticas ancestrais de povos indígenas e comunidades tradicionais do sul do Brasil, que existem há mais de cinco séculos. Para a FAO, as técnicas usadas representam um modelo globalmente significativo de manejo florestal sustentável e continuidade cultural", cita a ONU.


Nesse entendimento, o "cultivo fortalece a biodiversidade, a soberania alimentar e a identidade cultural. Além disso, ajuda a conservar a floresta de araucária, um dos berços de biodiversidade mais ameaçados do planeta". A avaliação da FAO é de ser uma "região fortemente impactada pelo desmatamento, onde resta apenas 1% da floresta original". O cultivo da Erva-mate sombreada está justamente em meio às matas.


E esse "sistema oferece um raro exemplo de práticas agrícolas que preservam a cobertura florestal e, ao mesmo tempo, apoiam os meios de subsistência e o patrimônio cultural". Tudo isso envolve o Faxinal do Emboque em São Mateus do Sul, comunidades Indígenas de Rio d’Areia e Marrecas em Inácio Martins, teno apoio do Ministério Público de Trabalho do Paraná, os Sindicatos de Agricultura Familiar da região Centro-Sul e Sudeste do Paraná.


Também da Associação Paranaense das Vítimas Expostas ao Amianto e aos Agrotóxicos (APREAA), IFPR-Campus Irati, Associação dos Grupos de Agricultores Ecológicos São Francisco de Assis (Associação ASSIS) e a Ervateira Kosloski e Silva. O trabalho abrange os municípios de Pinhão, Rio Azul, Rebouças, Inácio Martins, Bituruna, Cruz Machado, Irati, São Mateus do Sul, São João do Triunfo, Guarapuava e Turvo.


Com informações da FAO/ONU.

 
 
 

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar na semana passada expõe duas situações delicadas no cenário produtivo. Uma delas é assunto de discussão a certo tempo: falta de mão de obra para as colheitas e a outra, também, bem comentada, o preço baixo pela Erva-mate em folhas. Apesar da colheita estar se intensificando, os valores pagos por arroba variam a partir de R$ 14,00 e até podem ultrapassar R$ 20,00, mas apenas por orgânica e nativa, em algumas regiões.

 

A região administrativa da Emater de Erechim sedia a abertura da colheita gaúcha do Mate, amanhã quarta-feira (28/05) em Viadutos. São aproximadamente 7 mil hectares, mas, de acordo com o Informativo, “alguns produtores estão retirando ervais em função dos baixos preços oferecidos para o produtor e da falta de mão de obra para a colheita”. Realidade que abrange outros locais do estado do Rio Grande do Sul, no atual momento de safra.

 

A regional de Soledade tem colheita em ritmo intenso, “com maior volume de folhas maduras, conferindo qualidade ao chimarrão”, em meio aos “tratos culturais nos ervais, como roçadas e semeadura de plantas de cobertura de inverno”. Também período de plantios e replantios de mudas, mas com indicativo de “problemas relacionados à mão de obra para as futuras colheitas”. O preço pago ao produtor varia de R$ 14,00 a R$ 16,00/arroba em Itapuca e Mato Leitão.

 

Na regional de Passo Fundo, segundo a Emater, a colheita segue normalmente com preço praticado no Polo Ervateiro do Nordeste Gaúcho entre R$ 17,00 e R$ 18,00/arroba. Na região de Machadinho, a comum está a R$ 18,00/arroba, entregue na indústria, e a Cultivar Cambona 4 R$ 19,00/arroba. Na região de Mato Castelhano, o preço pago pela Erva-mate em folha destinada à industrialização pelo sistema barbaquá é de R$ 20,00/arroba.

 

Enquanto na regional de Lajeado, “o desenvolvimento da cultura está mais lento devido ao período Outonal”, com continuidade da brotação o que não favorece a estocagem da Erva-mate para chimarrão e preços estáveis: Erva-mate convencional, de R$ 15,00 a R$ 19,00/arroba; nativa, R$ 20,00/arroba; nativa sombreada, R$ 21,00/arroba; e orgânica, R$ 22,00/arroba. Também tendo o registro de produtores desmotivados por preços baixos e dificuldade de venda.

 

Ainda, se soma a esse contexto, o problema de contratação de mão de obra para a colheita. O lado positivo são os “poucos registros de ataque de pragas, principalmente ampola, lagarta e ácaro. Nesta época, os produtores estão executando controle de invasoras e de pragas e a colheita da produção”, detalha o informativo da Emater. Essa questão de custear pessoas para trabalhar na cadeia produtiva tem sido uma problemática abrangente no estado.


Ainda, segundo a Emater, no polo Alto Taquari, são cultivados aproximadamente 20 mil hectares. “Os produtores estão envolvidos no processo de obtenção da IG para a região; foram concluídas as análises das amostras com a finalidade da caracterização química dos ervais”, cita. “A produção regional vem aprimorando as práticas de cultivo da Erva-mate, e o parque industrial, com 72 indústrias no momento, gera muitos empregos”.


Com informações e imagem IDR/PR.

 
 
 
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