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O mate brasileiro chegou a 57 países diferentes em 2025, consolidando sua presença no mercado internacional, ainda que com leve retração no volume exportado. O preço médio anual fechou em US$ 2,09 por quilo, o equivalente a R$ 11,22, repetindo exatamente o mesmo valor médio registrado em 2024.


O Uruguai manteve a liderança absoluta nas compras, respondendo por 66,98% de todo o mate exportado pelo Brasil. Na sequência aparecem Argentina (16,49%), Síria (6,78%), Alemanha (2,43%) e Chile (2,09%). Juntos, esses cinco países concentraram quase 95% do total exportado, enquanto os volumes restantes foram distribuídos entre mais de 50 destinos internacionais.


Em termos de preços pagos, argentinos, sírios e chilenos desembolsaram menos de US$ 2,00 por quilo, enquanto os uruguaios pagaram, em média, US$ 2,05. Já os Estados Unidos, impactados pelo chamado “tarifaço”, importaram menos de 500 mil quilos, não alcançando 1% das exportações brasileiras no período.


Apesar da estabilidade no preço médio, o volume exportado caiu em relação a 2024. Em 2025, o Brasil exportou 48.043.268 quilos de mate, contra 49.181.880 quilos no ano anterior, uma redução de 1.138.612 quilos, equivalente a 2,31%. Ainda assim, o valor total das exportações superou a marca de US$ 100 milhões, alcançando US$ 100.354.843, embora abaixo dos US$ 102,676 milhões registrados em 2024.


No comparativo histórico, o desempenho de 2025 mantém a tendência de preços mais baixos em relação ao pico observado na última década. Em 2023, o preço médio havia sido de US$ 2,16, com exportações de pouco mais de 41 milhões de quilos. Já em 2014, há 11 anos, o Brasil atingiu o recorde histórico de valor, exportando 34.599.486 quilos e faturando US$ 114.086.693, com um preço médio de US$ 3,30 por quilo — o melhor valor pago por importadores nos últimos 25 anos, segundo dados da Comex Stat, do Ministério do Comércio Exterior.


Os US$ 2,09 registrados em 2025 representam uma desvalorização frente a 2023, mas ainda superam os preços médios observados em 2022 (US$ 2,00), 2021 (US$ 1,77) e 2020 (US$ 1,76). Entre 2016 e 2019, o preço médio do mate brasileiro no mercado externo oscilou entre US$ 2,22 e US$ 2,35, indicando um período de maior valorização do produto em comparação aos patamares atuais.


Com dados da Comex Stat, do Ministério do Comércio Exterior, e produção com auxílio de IA. Foto: Tiago Fick/Ascom Seapi

 
 
 

Em um mundo onde a busca por autenticidade e inovação se entrelaça com o respeito às raízes, a Mon Jullí emerge como um farol de criatividade e excelência. A empresa, cujo nome evoca uma elegância que remete à tradição italiana centenária de refinamento e qualidade, está redefinindo o conceito de chá no Brasil e no mundo, promovendo uma fusão audaciosa e inovadora entre a riqueza da erva-mate brasileira e as técnicas milenares de processamento de chá da Índia. É uma história de visão, paixão e uma profunda conexão com a terra, que culmina em produtos que são verdadeiras joias sensoriais.


No coração dessa revolução está Juliana Montagner, a mente visionária por trás da Mon Jullí. Sua jornada começou com uma curiosidade instigante: como elevar a erva-mate, um símbolo tão arraigado da cultura sul-americana, a um patamar de chá premium, capaz de competir com as mais sofisticadas infusões globais? A resposta veio de uma inspiração inesperada: as técnicas de processamento de chá indianas.


Juliana percebeu que a chave para desbloquear o potencial inexplorado da erva-mate residia em aplicar a sabedoria oriental à matéria-prima brasileira. O foco recaiu sobre os brotos da erva-mate, “a parte mais nobre e rica da planta, que até então era subutilizada na produção tradicional”, nessa visão.


Juliana Montagner na Índia à esquerda e à direita os blends

De broto para blends

A transformação dos brotos de erva-mate em chás premium e blends funcionais é um processo meticuloso e inovador. Enquanto a erva-mate convencional utiliza folhas mais maduras, a Mon Jullí concentra-se nos brotos jovens, que possuem uma concentração superior de nutrientes, antioxidantes e um perfil sensorial mais delicado e complexo. Essa escolha não é apenas uma questão de qualidade, mas de ciência.


Há uma conexão técnica fascinante entre a Camellia sinensis, a planta do chá tradicional, e os brotos de erva-mate (Ilex paraguariensis). Ambas as plantas compartilham características botânicas e químicas que permitem que as técnicas de processamento desenvolvidas para a Camellia sinensis sejam adaptadas com sucesso para a erva-mate, resultando em infusões de sabor e aroma surpreendentes.


Conhecimento indiano

Para concretizar essa visão, a Mon Jullí buscou a expertise de um renomado consultor indiano, um mestre na arte do chá. Sua chegada ao Brasil marcou o início de uma colaboração transcontinental, onde o conhecimento ancestral indiano foi cuidadosamente adaptado ao contexto e às particularidades do terroir brasileiro.


As técnicas orientais de colheita, oxidação e secagem, que conferem aos chás indianos sua complexidade e profundidade, foram aplicadas aos brotos de erva-mate, resultando em produtos com características únicas, como o Black Mate e o Green Mate, que já conquistaram paladares exigentes.


Diferenciado

Os diferenciais dos produtos Mon Jullí são notáveis. Cada sachê piramidal, 100% biodegradável, é uma pequena obra de arte que permite a expansão natural dos brotos durante a infusão, liberando todo o seu potencial de sabor e aroma. O perfil sensorial é uma experiência à parte: notas herbais frescas, toques adocicados e um final limpo e persistente, que desafiam as expectativas sobre a erva-mate.


Essa inovação não passou despercebida. A Mon Jullí foi agraciada com um prêmio de destaque em Paris, um reconhecimento internacional que valida a qualidade e a originalidade de seus chás.


A excelência da Mon Jullí é intrinsecamente ligada ao seu terroir. Os brotos são cultivados no Alto Vale do Taquari, uma região do Rio Grande do Sul ‘abençoada com condições climáticas e de solo ideais para a erva-mate’. A sustentabilidade é um pilar fundamental da empresa, que adota práticas agrícolas responsáveis e valoriza a biodiversidade local. Além disso, a Mon Jullí faz questão de ressaltar o papel vital dos produtores locais, que são parceiros essenciais nesse processo.


Um arte & tradição

A pegada artesanal, presente em cada etapa, desde a colheita cuidadosa dos brotos até o empacotamento, garante um produto de altíssima qualidade e com uma história para contar. A Mon Jullí não está apenas produzindo chás; está escrevendo um novo capítulo na história da erva-mate brasileira. Ao fundir a tradição com a inovação, o oriente com o ocidente, e a ciência com a arte, a empresa eleva a erva-mate de uma bebida regional a um ingrediente global de prestígio.


É um convite para reavaliar e celebrar a riqueza da nossa flora, mostrando que, com visão e dedicação, a cultura da erva-mate pode evoluir, surpreender e encantar paladares em todos os cantos do planeta, inspirando uma nova geração a descobrir a sofisticação e os benefícios dessa planta tão especial.


Com informações e imagens da Mon Jullí.

 
 
 

A indústria da erva-mate brasileira está vivendo um momento de transformação radical. Enquanto Porto Alegre se prepara para o Seminário Erva-Mate 2025 – amanhã sexta-feira (14 de novembro) –, ao que parece, um projeto revolucionário trará resultados que podem redefinir os hábitos de consumo de milhões de pessoas: a erva-mate sem cafeína e a extração de cafeína natural.

 

Características e benefícios da erva-mate descafeinada

A erva-mate descafeinada retém praticamente todas as propriedades nutricionais da versão tradicional — polifenóis, vitaminas do complexo B, minerais — mas elimina a cafeína. Para consumidores sensíveis à estimulação nervosa, gestantes e pessoas com problemas de sono, essa inovação abre portas. O processo mantém o sabor característico e os antioxidantes que fazem da erva-mate um superfood reconhecido globalmente.

 

Erva-mate descafeinada vs. com cafeína natural: o grande diferencial

A comparação não é hierárquica — é estratégica. A versão com cafeína natural mantém todo o vigor estimulante, ideal para quem busca energia sustentada. Já a descafeinada democratiza o acesso, permitindo consumo à noite, durante gravidez ou para pessoas com sensibilidade cardiovascular. Ambas preservam os benefícios anti-inflamatórios e digestivos que consagraram a erva-mate na medicina popular sul-brasileira.

 


Processo de descafeinação: tecnologia que preserva qualidade

Aqui está o diferencial técnico: os pesquisadores da PUCRS e Embrapa Florestas desenvolveram tecnologias de extração que não degradam o produto final. Diferente de processos convencionais que comprometem aromas e nutrientes, a inovação brasileira utiliza métodos sustentáveis que extraem a cafeína mantendo a integridade sensorial e nutricional da bebida. O resultado? Uma erva-mate descafeinada que não sacrifica qualidade.

 

 

Vantagens e desvantagens: o balanço real

Descafeinada – vantagens:

- Consumo noturno sem insônia

- Inclusão de públicos sensíveis (gestantes, cardíacos)

- Mercado global em expansão

 

Descafeinada – desvantagens:

- Custo produtivo inicialmente maior

- Percepção de "menos potente" entre consumidores tradicionais

 

Com cafeína natural – vantagens:

- Energia sustentada e foco mental

- Mercado consolidado e rentável

 

Com cafeína natural – desvantagens:

- Restrições para públicos específicos

- Saturação em alguns mercados

 

Públicos-alvo e mercados em expansão

A erva-mate descafeinada aponta para nichos premium em mercados europeus e norte-americanos, onde o consumo consciente e segmentado cresce 15% ao ano. Mulheres grávidas, profissionais que trabalham à noite, idosos e pessoas em dietas restritivas formam um público robusto, hoje desatendido.

 

Tendências futuras: o horizonte é promissor

Especialistas projetam que, em poucos anos, o consumo de produtos a partir da erva-mate descafeinada tende a crescer no mercado global do mate. Certificações internacionais (IGP para Machadinho/RS) e agregação de valor via inovação tecnológica são as chaves. O Brasil, historicamente exportador de commodity, está posicionado para liderar a transformação em produtos de alto valor agregado.

 

O Seminário de Porto Alegre na PUCRS não é apenas um evento — é o ponto de inflexão de um mercado bilionário redescoberto.


🗓 Data: 14 de novembro de 2025

🕛 Horário: 8h às 16h30

📍 Local: PUCRS – Auditório do Prédio 32

📄 Certificação: 8h de carga horária


Com informações da PUCRS/divulgação e imagem gerada via IA Adapta.org.


 
 
 
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