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O objetivo é disseminar o "conhecimento sobre a Cadeia Produtiva da Erva-Mate. Através de palestras que abordam o processo desde a semente até o produto final", conforme a organização do 8° Congresso Online da Erva-Mate. Na abertura, na tarde desta segunda-feira (22/09), a organizadora do evento, Daiane Ehrhardt, expôs alguns pontos de vista, enumerou desafios e abriu questionamentos de como equacionar o mercado interno e externo.


O bate-papo abordou 'os desafios da Erva-mate', como compensar os custos de produção, entender as oscilações de mercado e ter geração renda dentro da cadeia produtiva. Cerca de cinco anos atrás, houve aumento de demanda, compra por parte dos argentinos, dentre outras coisas. O preço favorável e levou à ampliação de áreas plantadas e, cinco anos depois, o mercado está saturado inclusive pela menor exportação aos argentinos.


As exportações para a Argentina eram de pouco mais de 100 toneladas em 2016, depois passou de 200 no ano seguinte e atingiu 327 em 2018, triplicando um ano mais tarde quando superou 1 milhão de quilos exportados. Em 2020 chegou a quase 13 milhões de quilos e recorde um ano depois, ao atingir 19,5 milhões de quilos, voltando a 12,5 no ano seguinte e caindo pela metade nos dois próximos. De janeiro a agosto de 2025 está em 5.395 toneladas.


A menor demanda estagnou o mercado e fez buscar por produtos mais qualificados, contudo com preços menos favoráveis. Esse interesse do país vizinho é pontuado com um dos fatores ligados ao aumento de área e produção, pronta para ser comercializada atualmente. Isso tudo, conforme a organizadora do Conamate e fundadora da IlexTec, precisa ser equacionado, tendo em vista cada envolvido nessa cadeia produtiva.


Em seu entendimento, Daiane Ehrhardt citou diversos pontos para uniformizar a produção, caso de analisar a instituição de granulometria comum, uma vez de que cada indústria teoricamente segue em perfil própria e estaria faltando a padronização. Enquanto a fartura de matéria-prima, segundo ela, deve ser usada para inovar com novos produtos a partir da Erva-mate. Outro ponto é encontrar soluções mais eficientes em todo o processo ervateiro, desde a colheita com acréscimo de tecnologia até o consumidor final.


O ConaMate segue com inscrições abertas no link (CONAMATE) e as palestras ficam disponíveis gratuitamente durante a transmissão no canal da organização no YouTube (https://www.youtube.com/@conamate/streams). São quatro palestras todos os dias, às 14h, 16h, 18h e 20h - de 22 a 26 de setembro. Com informações e imagem CONAMATE.

 
 
 

Na cerimônia programada para a próxima quarta-feira (01/10), serão conhecidas e premiadas as dez maiores árvores de Erva-mate do Rio Grande do Sul. O concurso “Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul”, organizado pela Universidade de Passo Fundo (UPF) com diversas instituições e entidades do setor, vai contemplar as dez gigantes e as três maiores a partir das 10h, no auditório da Faculdade de Odontologia da UPF.


Ao todo, 41 árvores foram inscritas, sendo 18 do Polo Ervateiro do Alto Taquari, dez do Polo Ervateiro Celeiro Missões, oito do Polo Ervateiro Nordeste Gaúcho e cinco do Polo Ervateiro do Alto Uruguai, segundo divulgou a organização do concurso. Para concorrer, essas plantas, pelas regras, devem ter, no mínimo, 1,5 metro de circunferência da árvore (CAP) tomada na altura do peito (1,30 acima do solo).


“Todas estas árvores já foram monitoradas pela Comissão Estadual do Concurso e tiveram suas medições reavaliadas pela mesma Comissão”, explica Ilvandro Barreto de Melo, engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar e coordenador da Câmara Setorial da Erva-Mate da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). As plantas serão fundamentais para estudos e desenvolvimento genético.


O concurso, conforme Ilvandro, vai ser uma boa ferramenta para se buscar a caracterização destas 41 árvores e para compreender tanto a anatomia de cada uma delas quanto o seu processo de multiplicação. "Elas vão ser monitoradas, com permissão dos produtores, e objeto de estudos tanto genéticos quanto fito-químicos", destaca o engenheiro agrônomo, referência técnica na cadeia produtiva do Mate no Brasil.


Para o professor da Universidade de Passo Fundo e coordenador do concurso, Jaime Martinez, o objetivo foi destacar a importância desta espécie florestal, seja para a cultura, para a economia e para o meio-ambiente do Rio Grande do Sul. "Estudos mostram que um dos frutos que mais atrai as aves silvestres é o fruto da Erva-mate", frisa o estudioso do assunto sobre o leque relacionado ao concurso.


"O grande espírito, o grande objetivo deste concurso foi destacar as espécies, os ambientes florestais, para que a gente recupere uma cultura de maior valorização das nossas florestas. Aquilo que a gente valoriza, que a gente conhece, a gente preserva melhor”, acrescenta Jaime. Em 2023, o concurso premiou as maiores araucárias gaúchas. As três primeiras colocadas eram do município de Coqueiros do Sul, com circunferência entre 5,18 metros e 5,67 metros e alturas que variam de 30 a 36 metros e uma média de idade de 300 anos cada.


A iniciativa do concurso é da Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Laboratório de Manejo da Vida Silvestre (LAMVIS/UPF), em parceria com o Projeto Charão/AMA (Associação Amigos do Meio Ambiente), Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Erva-Mate, Emater/RS-Ascar (Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural), Ibramate (Instituto Brasileiro da Erva-Mate), Prefeitura de Passo Fundo, ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), por meio da FLONA Passo Fundo (Floresta Nacional de Passo Fundo).


Também, Cotrijal (Cooperativa Agropecuária e Industrial), Coprel (Cooperativa de Energia), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Passo Fundo, Seapi/RS (Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR/RS), PGMATE/RS (Programa Gaúcho para Qualidade e Valorização da Erva-Mate), Sindimate/RS (Sindicato da Indústria do Mate no Estado do Rio Grande do Sul), APROMATE (Associação dos Produtores de Erva-Mate de Machadinho), ACEMA (Associação Celeiro e Missões de Amigos da Erva-Mate).


Ainda, Aspemate (Associação dos Produtores de Erva-Mate do Alto Uruguai Gaúcho), Indumate (Associação dos Proprietários de Indústria e Produtores de Mate Alto Uruguai), ASPEMVA (Associação de Produtores de Erva-Mate do Polo Ervateiro Região dos Vales), Fundomate (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária para o Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Erva-Mate), APPEMAT (Associação dos Produtores e Parceiros da Erva-Mate do Alto do Taquari) e Fundação Solidaridad.


Com informações da UPF e Seapi e imagem divulgação

 
 
 

Outro ponto é o preço, também menor do praticado em 2023 e 2024. Os compradores, na média até o final de agosto, pagaram US$ 2,07 por quilo, ano passado era US$ 2,09 e foi US$ 2,19 em 2023. Uruguaios, argentinos e sírios estão pagando menos em 2025 do que custou nos anos anteriores. Dentre os maiores importadores, apenas a Alemanha melhorou o valor por quilo importado do Brasil.


Até o final do mês de agosto desse ano as exportações de Mate foram maiores que 2023 em quilos e valor: 31.312.732 e US$ 64.964.060,00 (R$ 345.608.799,20). No ano passado se exportou 2 milhões e 300 mil quilos a mais e a renda foi, também, US$ 5,2 milhões a mais (R$ 27,8 milhões). Dois anos atrás a exportações, de janeiro a agosto, foram de 26 milhões de quilos e valor comercial de US$ 57 milhões (R$ 303 milhões).


Ainda não há um indicativo claro sobre a nova tarifação imposta pelos Estados Unidos da América (EUA) para importação de produtos brasileiros, contudo os embarques de julho foram quase o dobro de agosto e março, por exemplo. Se no mês passado as exportações foram de 66.136 quilos, no anterior o registro foi de 100.564 e em março 61.293 quilos. O valor médio por quilo ficou um pouco menor, US$ 4,68 ante os US$ 4,79 de julho.


Levando em conta esses dados, o valor médio do quilo exportado para os EUA está em US$ 4,19 e é o melhor pago dentre os dez maiores compradores de Mate brasileiro. O Uruguai, maior importador e responsável pelo destino da exportação de 70% dos produtos de Erva-mate brasileira, pagou menos da metade desse valor: US$ 2,04. Em quilos os 21.886.319 não estão muito distantes das 21.488 toneladas de 2024 e 20,4 milhões de quilos de 2023.


Argentina e Síria, outros importantes mercados do Mate brasileiro, pagaram ainda menos, abaixo de US$ 2,00 por quilo. Mesma situação do Chile. Já os espanhóis um pouco melhor: (US$ 2,60); assim como os alemães (US$ 3,36)e franceses (US$ 3,68). Os dados do Comex Stat mostram o valor médio da exportação de 2025 em US$ 2,07, US$ 0,02 a menos que no ano passado e US$ 0,12 inferior a 2023. E bem distante dos US$ 3,39 pagos em 2014.


Com informações da Comex Stat/Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e imagem José Fernando Ogura/AEN PR



 
 
 
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