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Passar por um local, uma estrada pública e dividir espaço com porcos, cavalos, bois e vacas. Essa é uma rotina pouco comum na atualidade. Antes disso, cruzar por trilhos colocados em paralelo no acesso para a localidade e para evitar fuga de animais. São diferenciais da comunidade tradicional, devidamente documentada, do Faxinal do Emboque no município de São Mateus do Sul.


Manter a tradição é um desafio até diante de moradores locais, quiçá no ademais. Plantas e Erva-mate e barbaquá para o processamento no modo nostálgico do que foi o estopim de um desenvolvimento econômico regional, também estão dentro da localidade e, agora, registrados num livro. “Faxinal do Emboque: comunidade tradicional” é a publicação para retratar essa história, as tradições, legados e permanências.

Elizandra de Fatima Soares Marques observou a abertura do Edital nº 012/2024 – Edital de Fomento a Ações Culturais – Política Nacional Aldir Blanc de Fomento Cultural da Prefeitura de São Mateus do Sul, Estado do Paraná. Nele viu a possibilidade de pesquisar melhor sobre a comunidade, sua história de formação, seu povo, suas tradições e permanências, batalha judicial e as expectativas e caminhos possíveis para o futuro.

O trabalho teve contribuição voluntária do jornalista Sidnei Muran, com formação em história e especializado em etnias e formação regional como historiador. Trazendo elementos de pesquisa e entrevistas para compor a publicação. O livro traz dados sobre a formação do Faxinal, seus precursores e mantenedores atuais e o momento atual em que encara uma batalha judicial para manter o criadouro comunitário.


Como produto final, um e-book a ser disponibilizado de forma gratuita para leitura, consulta, pesquisa e, mais que isso, imortalizar a história são-mateuense num diferencial perante a região, Estado, País e reconhecida mundialmente pela Organização da Nações Unidas (ONU) – parte do patrimônio mundial na cultura da Erva-mate. Numa luta de famílias da localidade e organismo para manter o uso comunitário do território, preservar a história e a cultura.


Para isso, o trabalho em si teve a execução iniciada numa ampla pesquisa de dados e informações, contextualizadas com documentos usados a partir de trabalhos acadêmicos e institucionais. Somados de entrevistas com moradores do Faxinal do Emboque mantenedores de particularidades faxinalenses. Além de contato com entidades e organismos envolvidos com a defesa desse modo tradicional, na elaboração da obra.


Instagram: @livroemboque


Com informações e imagens da assessoria do projeto.



 
 
 

À esquerda maior árvore, ao centro 2ª maior e acima (ao centro) vencedora do concurso


O resultado do 2º Concurso Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul teve a divulgação oficializada na quarta-feira, 1º de outubro. Depois do pinheiro araucária em 2023, com as três primeiras colocadas sendo do município de Coqueiros do Sul e circunferências entre 5,18 metros e 5,67 metros, foi a vez, em 2025, de promover a busca pelas maiores Ilex paraguariensis gaúchas, dentre todas as propriedades do estado e regiões produtoras.

 

A maior planta de Erva-mate do estado, e “vencedora do 2º Concurso Árvores Gigantes tem 2,22 metros de circunferência e está localizada na propriedade de Janice Muliterno Adamy, em Caseiros, polo ervateiro do nordeste gaúcho”, cita a publicação da Universidade de Passo Fundo (UPF). Foram 41 inscrições, vindas de 23 municípios, com destaque “para a região do Alto Taquari, que contou com o maior número de inscrições”, conforme a instituição.

 

“O 2º Concurso Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul é uma promoção da Universidade de Passo Fundo, por meio do Laboratório de Manejo da Vida Silvestre (Lamvis), e apoio da Emater”, frisa a organização. Lançada em março, durante a Expodireto Cotrijal, iniciou a busca por árvores com maior período de existência, carga genética resistente ao clima, doenças e pragas. Estas “muito bem adaptadas ao solo”, se candidataram na disputa promovida.

 

Sendo “candidatas a fornecer sementes para o futuro, para a produção de mudas de qualidade de espécies arbóreas”, destaca a UPF. São cinco polos ervateiros: Região de Machadinho, de Erechim, de Palmeira das Missões, de Venâncio Aires e do Alto Taquari, no Rio Grande do Sul. A iniciativa teve apoio do Ibramate, Sindimate, Secretaria Estadual da Agricultura, Projeto Charão/AMA, Associações de Produtores de Erva-mate, Cotrijal, Coprel e ICMBio-Floresta Nacional de Passo Fundo.

 

“Essa é uma planta especial. É uma planta para ser propagada, que devemos estudar e usar para produzir mudas para o futuro devido sua capacidade de adaptação, assim como esse ano tivemos, aqui na Universidade, a oportunidade de fazer a propagação das araucárias que venceram o concurso ano passado”, destacou o professor Jaime Martinez, coordenador do Lamvis, celebrando a biodiversidade, preservação ambiental e cultura ervateira.

 

Bem como, reconhecendo os “proprietários que preservam verdadeiros monumentos verdes em suas terras e de valorização dessa espécie símbolo do RS”. Por sua vez, ganhadora do concurso se disse ‘surpresa’. “Fico feliz em saber que estamos colaborando com a preservação da Erva-mate, que é um símbolo do Rio Grande do Sul”. Janice é professora aposentada e desconhecia a planta na propriedade. “Eu realmente desconhecia a existência dela na propriedade e pela localização, por ser de difícil acesso, imaginamos que tenha sido plantada há muito tempo”, afirmou a vencedora do concurso.

 

Duas árvores receberam a honraria de Prêmio Árvore Destaque, Clênio Josino, de Palmeiras das Missões (Polo Celeiro Missões) e Ilga Pusna, de Coqueiros do Sul (Polo Nordeste Gaúcho), reconhecidas “de forma especial e não concorreram diretamente com as demais classificadas”, segundo os organizadores. Claudete Ianjevicz – do município de Barão de Cotegipe (Polo Alto Uruguai) – conquistou o 2º lugar com a planta de 2,20 metros de circunferência.

 

Vencedora do concurso, Janice Muliterno Adamy também levou o 3º lugar com outra árvore de Erva-mate medindo 2,07 metros de circunferência. Na sequência Ilsemar Markmann – Victor Graeff (Polo Nordeste Gaúcho) – 1,97 m, Nelson Dapont – Ilópolis (Polo Alto Taquari) – 1,97 m, Ademar Gaio – Ilópolis (Polo Alto Taquari) – 1,94 m, Renato Ahlert– Carazinho ( Polo Nordeste Gaúcho) – 1,93 m, Leonardo Amaro Paludo – Itapuca (Polo Alto Taquari) – 1,89 m.

 

Ainda, segundo divulgou a Rádio do Mate, 9º lugar: Lúcio Portalupi Gosi – Arvorezinha ( Polo Alto Taquari) – 1,89 m. Depois, Sueli de Albuquerque da Costa – Soledade (Polo Alto Taquari) – 1,80 m, Elton Reus Gasparin – Arvorezinha (Polo Alto Taquari) – 1,77 m, Arno Brunetto – Ilópolis (Polo Alto Taquari) – 1,72 m, completando as árvores premiadas no concurso onde se celebrou, sobretudo, um dos símbolos gaúchos: a Erva-mate.


Com informações da UPF e Rádio do Mate e imagens disponibilizadas via UPF e organização.

 
 
 

O gerente estadual de classificação e certificação da Emater/RS-Ascar, Mateus Rocha, citou os trabalhos realizado, mencionando a tradição do chimarrão, para além do lado econômico. Sendo "de importância imensurável", segundo ele citou na palestra do 8º CONAMATE. O profissional descreveu a força da Erva-mate, produção organizada e o trabalho institucional sendo feito por 25 anos para certificar, com uma cadeia produtiva, o setor.

 

Os processos de auditoria e busca de evidências são as bases da certificação, feito junto de produtores e empresas ervateiras, podendo sugerir melhorias para posicionar de forma adequada a Erva-mate no cenário produtivo e industrial. O trabalho de extensão rural complementa essa ação de certificação, num atendimento institucional envolvendo os cinco polos ervateiros gaúchos, desde as mudas até a indústria, o mercado e consumidor final.

 

A qualidade e as evidências levaram o produto para mercados importantes, segundo ele, abrindo espaço comercial entre outras áreas para cosméticos e gastronomia. “Avançando para além do chimarrão e tereré”, citou Mateus Rocha. O trabalho de certificação começa numa visita e checagem de um checklist com em torno de 150 itens são analisados. Primeiro vem a pré-auditoria e auditoria posterior, iniciando pelas boas práticas agropecuárias, desde a condução do erval.

 

O trabalho visa evidenciar todos esses pontos. A existência do selo, conforme o gerente, é a certeza de ter passado por critérios técnicos que garantem a qualidade do produto ao consumidor final. As etapas da certificação vão desde as boas práticas agrícolas, passando por secagem e armazenagem adequados, padronização dentro dos lotes, análise laboratoriais de qualidade e entrega do certificado, inserindo o selo identificador na embalagem.

 

Outro ponto é a gestão ambiental, bem como, a logística da colheita até a indústria. Levando em conta a segurança e normas de trabalho. Além do estabelecimento de um canal de comunicação aberto para o consumidor avaliar o produto. A certificação traz, segundo Mateus Rocha, maior competitividade, possibilita abrir novos mercados e traz confiança e segurança alimentar. O papel da Emater vai desde o acompanhamento técnico, passando por orientações e análises para trazer credibilidade e fortalecer a cadeia produtiva. Para ele, a qualidade fortalece o setor.


Com informações e imagem do CONAMATE.

 
 
 
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